O que é capacitismo e como evitá-lo: dicas de atletas paralímpicos que são amigos de Vinicius Rodrigues, o participante do BBB 24

Quebrou a internet! Vinicius Rodrigues deixa a toalha escapar e mostra demais no 'BBB 24'
Reprodução, Instagram – Vinicius Rodrigues

O capacitismo é a discriminação e o desrespeito às pessoas com deficiência, que muitas vezes são vistas como inferiores ou incapazes pela sociedade. Esse tema ganhou destaque nas redes sociais com a entrada do paratleta Vinicius Rodrigues no BBB 24, o reality show mais famoso do Brasil.

Vinicius é o primeiro atleta paralímpico a participar do programa, e enfrentou comentários capacitistas de outros participantes logo na primeira prova do líder. Essa situação gerou uma grande repercussão na internet, e muitas pessoas se mobilizaram para defender o brother e conscientizar sobre o que é o capacitismo e como combatê-lo.

Em 24 edições, o Big Brother Brasil só teve 2 participantes com deficiência!

O capacitismo pode se manifestar de várias formas, desde a exclusão e a negação de direitos até o uso de palavras, brincadeiras ou expressões que diminuem ou ofendem as pessoas com deficiência. Por isso, é importante saber como se comunicar de forma respeitosa e inclusiva com essa parcela da população, que representa 8,9% dos brasileiros, segundo o IBGE.

No entanto, essa representatividade não se reflete na mídia, onde as pessoas com deficiência são pouco vistas e ouvidas. O BBB 24 é um exemplo disso: em 24 anos de existência, o programa só teve dois participantes com deficiência, o que corresponde a 0,5% do total de 397 participantes.

Apoio solidário entre atletas paralímpicos: uma luta contra o preconceito/capacitismo!

Para demonstrar apoio ao companheiro, outros esportistas paralímpicos que também fazem uso de próteses optaram por se expressar sobre o tema e elucidar alguns aspectos que veem como fundamentais na luta contra a discriminação.

Este é o caso de Daniel Dias, nadador paralímpico, detentor de 27 medalhas em sua carreira nas Paralimpíadas, e Andrey Garbe, outro nadador paralímpico, bronze nos Jogos do Rio 2016, além de ter alcançado o ouro no ParaPan de Lima (2019) e prata na edição de Santiago (2023).

Tal como Vinicius, tanto Daniel quanto Andrey são porta-vozes da Ottobock, empresa que confecciona próteses e outros aparelhos de mobilidade. Os três empregam os componentes produzidos pela companhia, seja em suas competições, treinamentos ou no dia a dia fora do esporte.

Precisamos trabalhar o preconceito enraizado! 

Os dois paratletas da natação alertam sobre os efeitos prejudiciais do capacitismo em participantes de reality shows e pessoas com deficiência.

“A discriminação é enraizada naquilo que você é ou se tornou independente de sua vontade, então atinge diretamente o emocional, a forma com que você se enxerga”, afirma Andrey.

“O preconceito pode afetar tudo o que a gente vem construindo ao longo de tantos anos, de que somos iguais em nossas diferenças”, comenta Daniel. 

De acordo com Andrey, uma das formas comuns que as pessoas com deficiência enfrentam é serem infantilizadas.

“É o pior dos tratamentos, como, por exemplo, não dirigir as perguntas ao deficiente e sim ao acompanhante, como se a pessoa com deficiência fosse uma criança. A comunicação é essencial e a melhor forma de não ser capacitista é conversar com a pessoa com deficiência”.

Andrey

Para Daniel, a melhor abordagem é considerar a conversa sem levar em conta a deficiência da pessoa.

“O melhor é evitar expressões que você não falaria para qualquer pessoa se não fosse alguém com deficiência. Não olhar para a deficiência e sim para o ser humano”, diz Daniel.

Evite brincadeiras, pense antes de falar!

Segundo Andrey, é melhor evitar brincadeiras no primeiro contato com os atletas.

“Cada um sabe o ponto onde dói: o que para uma pessoa com deficiência é motivo de risada, para outro pode ser a gota d’água. Caso a pessoa com deficiência crie amizade e te dê liberdade para brincadeiras, isso se limita a sua intimidade com ele, não com outros”, pondera. 

Andrey

Daniel acredita que é melhor se referir a uma pessoa com deficiência pelo nome, em vez de utilizar apelidos relacionados a essa característica.

“É claro que a gente cria amizades e você tem vínculos de anos e tem até a questão de chamar por um apelido, mas eu acredito que a forma mais certa de evitar algum problema ou desconforto é chamar pelo nome e tratando como se deve tratar qualquer pessoa”, argumenta. 

 

Créditos de imagem: Reprodução, Instagram – Vinicius Rodrigues , Reprodução/Instagram, Divulgação/Ottobock Daniel Dias.


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